sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Cafezinho com o Embaixador


Um big susto.

Pois é, foi assim que fiquei antes de tomar um cafezinho com o embaixador, pasmem, com o embaixador americano no Brasil a um tempo atrás. Tive a oportunidade de trabalhar em uma empresa de aviação americana, uma empresa de entregas urgentes de cargas, todo tipo de carga, e mandaram-me para Brasília, para representar a citada empresa por lá, principalmente para ficar próximo as embaixaidas, seus maiores clientes na capital federal; e o maior e mais importante cliente é exatamente a embaixada americana, cujas encomendas tem todo santo dia para serem enviadas pelo mundo afora. Certo dia o telefone toca e uma voz forte, direta e bem feminina pede para que marque na minha agenda uma visita, pois o embaixador gostaria de mais detalhes sobre os horários, os materias disponiveis, o tempo das entregas, etc, etc. Liguei imediatamente para o escritório central no Rio de Janeiro e avisei sobre a visita de alguém da embaixada, não sabia quem viria, nem sonhava quem poderia ser; mandaram que alugasse moveis, comprasse garrafa de café nova, xicaras, biscoitos finos e muitas coisas para agradar aos gringos; fiquei apreensivo, nervoso, não falava nada em inglês, não consegui nem dormir direito. Dois dias depois lá estar eu na espera, já calmo, vestindo a melhor roupa, cabelo cortado, barba bem feita, parecendo um verdadeiro chefão. Ufa, já passava das onze da manhã quando o telefone toca, outra vez a voz forte e feminina avisando que já estavam chegando, mais ou menos uns quinze minutosdepois, ufa chegaram; entra um casal, uma jovem de mais ou menos trinta anos, falando bem o português, simpática, educada e um belo sorriso, e com ela um senhor alto, de uns cinquenta anos, pele bem clara, também bem simpático, educado e observador, olhava do teto ao chão, girava o olhar por toda a sala, nada escapava a sua vista; falava português bem carregado, com bastante sotaque; nos apresentamos, conversamos sobre tudo do trabalho, foi uma conversa positiva, sem medo, bem descontraida. Fizemos o lanche, tomamos o cafezinho e nada ficou a dever as melhores recepçôes; de repente uma bela surpresa; a acompanhante do sr. americano agradeceu a recpeção, a atenção recebida e disse que ambos fariam boas recomendações a empresa sobre a minha pessoa, claro, fiquei feliz, agradeci, quando o sr americano rsolveu falar: sr Fernando, aqui quem lhes fala é o embaixador dos Estados Unidos da América, o representante do governo americano no Brasil; fiquei mudo, pálido, quando o sr me perguntou se estava bem, se poderia ajudar, claro, disfaçei e disse que estava tudo bem, procurei demonstrar tranquilidade; conversamos mais alguns minutos e logo foram embora; levei até a porta da sala e mais surpresas, o corredor tinha uns seguranças, todos de óculos escuros, sérios e nada de sorrir. Se foram, fechei a porta e corri para a janela e vejo mais surpresas, uns carros com mais seguranças, todos acompanhavam o embaixador. Pensam que acabou as surpresas? Não para mim, corri para o banheiro, foi ai que veio o verdadeiro alivio, foi ai que vi como se deve valorizar as pequenas oportunidades que temos na vida. Ufa....

Assim seja gente.
Nando

Um comentário:

Osvaldo disse...

ihhh rapaza... a vida nos prega grandes surpresas... quem trabalha com gente sempre vai encontrar alguém.. por assim deizer inmportante, famoso... mas o q vale é q nós somos... ainda bem q vc se comportou bem com o embaixador...ehheheh...