terça-feira, 18 de novembro de 2008

Cenas de São Paulo.

Sampa, sempre sampa...
Posso elogiar, falar de seus méritos e tudo de bom que São Paulo tem a oferecer, mais também não posso fechar os olhos para suas mazelas, males estes que são imensos, gritantes, estão por toda parte, não tem como fugir, fingir que nada existe; moro em um bairro de SãoPaulo na região central, tem tudo que se precisa, farto comércio, bons restaurantes, teatros diversos e o que é melhor, quase tudo funciona 24hs, tudo muito bom, mas como tudo tem exceções, temos vários albergues da prefeitura e do governo do estado, locais estes que abrigam os moradores de rua todas as noites, onde eles vem para um lanche, um banho, uma noite de sono mais logo cedo precisam voltar para as ruas; mais o que mais chama a atenção é a quantidade de pessoas jovens, com boas roupas até, mais a olho nu vê-se que estãos tropegos ou drogados, é lamentavél. Por volta das 17:00hs é quando começam a chegar, ficam em filas, jovens, velhos, moços, uma fila para homens e outra para mulheres, e vai aumentando de uma maneira incrivel, junta-se pessoas de todas as matizes, e o que mais impressiona é notar pessoas sujas, barbudas, jovens e saber que são iguais a todos nós, nem pior nem melhor que ninguém, só não tiveram um pouco mais do vento da sorte, mais o que deixa mais triste e revoltado com cenas tão comuns hoje em dia é ver que pessoas que passam por perto viram o rosto, tapam o nariz, fingem nada ver, esquecem que quem está ali são seres humanos, serem iguais a nós, podendo até encontrar amigos ou parentes perdidos no meio daquelas pessoas. Se olharmos um por um veremos que no fundo no fundo o que todos querem é só uma chance, um pouco de respeito, um olhar diferente da sociedade, das autoridades, uma oportunidade de falar também somos gente, também querem respeitar e ser respeitado, é só.
Grato
Nando

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