quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O cachorro, o cientista e a troca.

Trocando as bolas....
Contar atos e fatos da vida é um dos prazeres que
tenho, principalmente se o humor predomina, aliás basta querer para ter humor sempre; relatarei aqui algo muito engraçado que aconteceu com um grupo de amigos que tive no periodo que trabalhei na aviação, tempo onde também labutei na alfandêga pois era o responsavél para abrir as mercadorias pro fiscais verificarem o que devia entrar ou ficar retido no Brasil. Pois bem, transpota-se de tudo, já tive a chance de vê coisas inusitadas, e o que relatarei aqui foi o seguinte: recebemos um comunicado de uma universidade de São Paulo de uma determinada encomenda que viria no vôo que chegava as 02:00 da manhã dos Estados Unidos, era especial, seria a primeira a ser desembarcada e logo cedo viria uma certa pessoa buscar esta encomenda; até ai tudo bem, descobrimos que o que viria era um animal, mais precisamente um cachorro, nada de novo pois estavámos acostumados a quase tudo. Chegou o avião cargueiro, retiramos a encomenda e levamos um baita susto, o animal estava morto, o que fazer, como aconteceu aquilo? O que falar para a pessoa que viria buscar? Virou um dilema, até que um dos responsavéis teve uma brilhante idéia, uma idéia que ninguém contestou; como era uma raça de cão comum no Brasil, foi-se a procura de um outro cachorro igual para colocá-lo no lugar do morto, não foi dificil em encontrar outro cão igualzinho, em menos de uma hora o problema estava sanado, blz. Na manhã seguinte por volta das 09:00hs chegou a pessoa responsavél para retirar a encomenda, era um cientista da universidade, explicou o porque daquele cão estar vindo dos states para o Brasil; foi-se buscar o cão e ao entregá-lo todos se assustaram, pois o cientista deu um berro e falou de cara, não é o cão que estou esperando, está havendo um grande erro aqui; o chefe tentava acalmar o homen e nada, e ao mesmo tempo todos se perguntavam como ele tinha descoberto a troca, os cães eram idênticos, quase impossivel saber quem era quem; o cara tava louco, não parava de berrar,
foi quando ele deu o xeque-mate: seus loucos o cão não é esse mesmo pois o verdadeiro estava morto, ele já vinha morto da origem, é que este cão tinha uma doença rara e era para pesquisas
aqui no Brasil, sou cientista seus loucos, agora peguem esse cão vira-latas de vocês e enfiem naquele lugar... todos ficaram boquiabertos sem saber o que fazer. Há, o cachorro americano foi jogado no lixo e o brasileiro virou mascote do pessoal. Foi o maior mico que já vi.
Essa é apenas um de vários fatos ocorridos, breve terá mais.
Grato
Nando

Um comentário:

Chiba disse...

Bom, eu tive o prazer de conhecer essa história, e melhor que isso, tive a honra de ser contada da própria "boca" do escritor do blog.
Siceramente, foi uma confusão muito divertida, adorei.

Um grande abraço Fernando.